terça-feira, 6 de abril de 2010

American Graffiti - George Lucas



Fícha técnica:
lançamento: 1973 (EUA)
direção: George Lucas
atores: Richard Dreyfuss , Ron Howard , Paul Le Mat , Charles Martin Smith , Cindy Williams
gênero:Drama
estúdio:Universal Pictures / Lucasfilm Ltd. / The Coppola Company
distribuidora:Universal Pictures
direção: George Lucas
roteiro:George Lucas, Gloria Katz e Willard Huyck
produção:Francis Ford Coppola
fotografia:Jan D'Alquen e Ron Eveslage
direção de arte:Dennis Clark
figurino:Aggie Guerard Rodgers
edição:Verna Fields e Marcia Lucas

Prêmios:
Oscar: Indicação como Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Montagem, Melhor Atriz Coadjuvante (Candy Clark) e Melhor Roteiro Adaptado
Globo de Ouro: Vencedor de Melhor Filme Musical/Comédia e Melhor Ator Revelação (Paul Le Mat) - indicado como Melhor Diretor e Melhor Ator Musical/Comédia (Richard Dreyfuss)
Festival de Locano (1973): Leopardo de Ouro de Melhor Filme
Associação dos Críticos de Nova York (1973): Vencedor de Melhor Roteiro


Em 1962, na pequena cidade de Modesto, os jovens Curt (Richard Dreyfuss) e Steve (Ron Howard) passam sua última noite de verão antes de irem para a universidade, no leste. Nesta noite agitada vários acontecimentos ocorrem ao mesmo tempo. Laurie (Cindy Williams), irmã de Curt e namorada de Steve, briga com ele e acaba saindo de carro com o forasteiro Bob Falfa (Harrison Ford), que depois disputa um racha. O desajeitado Teddy (Charles Martin Smith) pega emprestado o carro de Steve e consegue conquistar a destrambelhada Debbie (Candy Clark), enquanto Curt se junta à gangue dos Faraós e pratica pequenos crimes.

Embora seje um filme que retrate uma " noitada" dos jovens da época, hoje essa categoria de filmes já não interessam tanto, devido a enorme quantidade de filmes da mesma categoria, porém na época foi um filme polêmico e muito visto, ele retatava a juventude que ainda não havia seido mostrada nos filmes e usou músicas da época com um enorve valor para a geração retratada, as situações do cotidiano da juventude, seus problemas, dúvidas, emoções e os grupos de amigos, tudo isso caracterizado no filme da maneira mas simples e ao mesmo tempo grandiosa para a época.

Uma curiosidade sobre o filme é que o número da placa do carro do personagem "John Milner" é THX-138; trata-se de uma referência a THX 1138, o filme de estréia de George Lucas como diretor e que teve Robert Duvall como astro e devido ao sucesso o filme teve uma sequência ,"More American Graffiti", realizado em 1979.
Título Original: The Cameraman
Gênero: Comédia
Origem/Ano: EUA/1928
Duração: 67 min
Direção: Edward Sedgwick / Buster Keaton
Elenco:
Buster Keaton...Marceline Day...Harold Goodwin...Sidney Bracey...Harry Gribbon...Ray Cooke...
Luke ShannonSally RichardsHarold StaggEdward J. Blake Hennessey
the copOffice worker

Sinopse: É um dos últimos filmes do período clássico do ator, antes do surgimento do cinema falado. É a história de Luke Shannon (Buster Keaton) que trabalha como retratista de "tintypes" e que se apaixona por Sally (Marceline Day), secretária de um cinejornal da MGM. Mas seu maior rival é um cÂmera que já trabalha na empresa.
Luke, na tentativa de se aproximar de Sally, resolve sair pela cidade de Nova Iorque filmando eventos interessantes para vendê-los à MGM. Suas tentativas são uma sucessão de erros e sua intenção de impressionar a moça se transforma, muitas vezes, em uma constrangedora, mas emocionante aventura.
A composição humanista que Keaton impõe ao seu personagem é o que faz deste um dos mais fantásticos e importantes filmes de sua carreira e um dos maiores momentos do cinema mudo americano.
O bom também, e que é comum nos filmes de Buster é a semelhança com o mundo atual. Como por exemplo nesse filme, os esforços que os cameras tinham para conseguir imagens de artistas. Nesse por exemplo, ele teve a ajuda até de um macaco de acrobacias.



Link para acesso no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=ksRb2nZJdpI

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Hector Babenco - Pixote - A Lei do Mais Fraco

O drama conta a história de Pixote que foi abandonado por seus pais e vive nas ruas,roubando para viver.Ele foi internado em reformatórios e conviveu com todo o tipo de criminoso e jovens delinquentes que seguem o mesmo caminho.Ele sobrevive se tornando um pequeno traficante de drogas,cafetão e assassino,mesmo tendo apenas 11 anos.
Neste filme o ator Fernando Ramos da Silva da um show de interpretação,mostra a realidade em que vivemos,é uma tragédia dos nossos dias,retrata nossos tempos através de cenas fortes,de crueldade e de raiva.
Filme comovente que mostra um fim triste para o menino Pixote que não conseguiu fugir da marginalidade presente em sua vida.
Roteiro sensível e duro ao mesmo tempo,onde mostra a dura realidade do nosso país,com grandes interpretações,destaca um grande problema do nosso país, a sociedade marginalizada e sem futuro.

Atores: Fernando Ramos da Silva , Jorge Julião , Marília Pêra , Gilberto Moura , Edílson Lino
direção: Hector Babenco
roteiro:Hector Babenco e Jorge Durán, baseado em livro de José Louzeiro
produção:Paulo Francini e José Pinto
música:John Neschling
fotografia:Rodolfo Sanchezdesenho de produção: -->
direção de arte:Clóvis Bueno
figurino:Carminha Guarana
edição:Luiz Elias
efeitos especiais

EDUARDO COUTINHO - EDIFÍCIO MASTER


Título original: Edifício Master
Gênero: Documentário
Duração: 110 min.
Lançamento (Brasil): 2002
Estúdio: Videofilmes
Distribuição: Riofilme
Direção: Eduardo Coutinho
Produção: Maurício Andrade Ramos e João Moreira Salles
Fotografia: Jacques Cheuiche
Desenho de produção: Beth Formagini
Edição: Jordana Berg
Elenco: Moradores do Edifício Master
Premiações: Melhor Documentário, no Festival de Gramado.

Durante sete dias, uma equipe de cinema filmou o cotidiano dos moradores do Edifício Master, situado em Copacabana, a um quarteirão da praia. O prédio tem 12 andares e 23apartamentos por andar. Ao todo são 276 apartamentos conjugados, onde moram cerca de 500 pessoas. Eduardo Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores e conseguiram extrair histórias íntimas e reveladoras de suas vidas.

No decorrer do filme Coutinho se mostra um entrevistador sensível, faz perguntas de maneira suave, sem pressa, deixa as pessoas a vontade, quase não interfe em suas falas.Dentre as histórias contadas, diversos problemas sociais são apontados como o desemprego, à gravidez na adolescência, a prostituição, a violência, o aborto, o suicido, os conflitos no casamento, e os recursos utilizados para fugir da solidão, como a música, os namoros e a escrita.
Os corredores vazios e opacos são complementados pelos sofrimentos e obstáculos vivenciados por cada morador. As janelas são lembranças de alguns atos cometidos, outros não realizados devido a opção pela vida, sejam para pagar as contas ou ter a esperança de uma vida melhor.

O depoimento da moradora Daniela foi pra mim o mais tocante. Uma professora de inglês com fobia social, que mora com três gatinhas de estimação. É impressionante ver a sinceridade da sua fala, que traduz a sua angústia mas ao mesmo tempo é firme e segura. É um filme com poucos movimentos de câmera, e quase nenhuma trilha sonora, mas que prende e faz refletir sobre o que acontece ao nosso redor.

Depoimento da Daniela

http://www.youtube.com/watch?v=ZiliEczisXk&feature=related

Alejandro Almenabar - Mar a Dentro


No filme, Ramon San Pedro, é um tetraplegico, que passa muitos anos na cama e tende querer a morte para acabar com seu sofrimento. Sua briga contra o estado, faz com que ele contrate Júlia, uma ótima advogada que descobre uma doença terminal, por tal doença ele a contrata pelo motivo de Júlia ver o quanto ele está sofrendo. Durante todo o filme eles vão se descobrindo até um se apaixonar pelo outro, mas, sua doença faz com que eles se afastam. No final do filme, após ter perdido mais uma audiencia, Ramon junto aos seus amigos, gravam um vídeo, falando de sua vida e se matando com um remedio, causando polemica sobre o que se discute no mundo a respeito da Eutanasia.

Quentin Tarantino - Bastardos Inglórios

Elenco: Brad Pitt, Eli Roth, BJ Novak, Mike Myers, Michael Fassbender, Diane Kruger, Til Schweiger, Julie Dreyfus.
Direção: Quentin Tarantino
Gênero: Guerra
Duração: 162 min.
Distribuidora: Paramount Pictures
Estreiou: 09 de Outubro de 2009



O filme relata a história da ocupação da França na alemanha, do auge do nazismo, de Hitler, de judeus e fugitivos. Como todos os filmes de Tarantino, este não poderia deixar de ter diversas histórias acontecendo simultaneamente, se entrelaçando no final. Neste caso, são histórias relacionadas ao nazismo, à Hitler e ao cinema da època.
Em uma história uma moça, judia fugitiva proprietária de um cinema, planejava acabar com todos os líderes judeus de uma só vez levando-os a uma sessão cinematográfica, trancando-os na sala de cinema e queimando todos; a segunda história conta a história de um idealista(vivido por Brad Pit) que "caçava" os nazistas e os fazia sofrer as fúrias feitas por eles contra os judeus. Seus seguidores eram tantos que chegavam a formar uma espécie de exército; eles ficaram conhecidos como "Os Bastardos"; e a terceira história eram os nazistas, que liderados por Hitler, "caçavam" os judeus.
As três historias se entrelaçam num final emocionante(e que só saberá quem assistir).
O que surpreendeu, para mim, é que foi o primeiro filme nazista X judeus que assisti, que Hitler morre no final. (Contei o final..rsrs).
Uma mistura de violência, morte, ódio, amor e traição, bem característica dos filmes de Tarantino.

Sonhos - Akira Kurosawa




Sonhos

ficha técnica:

  • título original:Yume
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 59 min
  • ano de lançamento:1990
  • estúdio:Akira Kurosawa USA
  • distribuidora:Warner Bros.
  • direção: Akira Kurosawa
  • roteiro:Akira Kurosawa
  • produção:Mike Y. Inoue e Hisao Kurosawa
  • música:Shinichirô Ikebe
  • fotografia:Kazutami Hara, Takao Saitô e Masaharu Ueda
  • direção de arte:Yoshirô Muraki e Akira Sakuragi
  • figurino:Emi Wada
  • edição:Tome Minami
  • efeitos especiais:Industrial Light & Magic / Den-Film Special Effects Unit / Ohira Special Effects

O filme é baseado em sonhos verdadeiros que o cineasta Akira Kurosawa teve em momentos diferentes de sua vida, trata em sua maior parte da natureza e sua relação com o egoísmo humano. São oito contos distintos, mas unidos pelo mesmo tema, alguns sobre experiências vividas pelos japoneses após a II Guerra Mundial.

1º Conto- "A Raposa", uma criança é avisada pela mãe que não deveria ir à floresta quando há chuva e sol, pois é a época do acasalamento das raposas, que gostam de serem observadas. Mas ele desobedece os conselhos e observa as raposas, atrás de uma árvore. Ao retornar para casa sua mãe não o deixa entrar e lhe entrega um punhal, dizendo que como ele havia contrariado a raposa ele deveria se matar, mas ela sugere algo que pode remediar a situação.

2º Conto- "O Jardim dos Pessegueiros", o irmão mais novo de uma família, ao servir chá para as irmãs, depara com uma moça que foge. Indo ao seu encontro, nota que ela é uma boneca e depara com os pessegueiros da sua casa totalmente cortados, restando só tocos. Os espíritos dos pessegueiros surgem para ele e, em uma dança melancólica, dizem que as bonecas são colocadas para enfeitar e festejar a florada dos pessegueiros, mas como eles não mais existem naquela casa não fazia sentido a presença das bonecas.

3º Conto- "A Nevasca", o líder de uma expedição, junto com seu grupo, se vê em meio a uma nevasca. Eles sucumbem a nevasca, mas repentinamente surge uma linda mulher que envolve o líder com uma echarpe prata. Ele percebe que ela é a morte, que se transforma em uma horrenda figura, então ele vê que está próximo do acampamento e tenta acordar os companheiros, mas não consegue. Ouve então uma corneta, indicando que o acampamento está mais próximo do que imagina.

4º Conto- "O Túnel", ao entrar em um túnel o capitão de um exército é surpreendido por um cão, que ladra para ele. Atravessa então o túnel em curtos passos. Na saída ouve alguém caminhar e depara com um dos seus soldados morto em combate, que pensa não estar morto.

5º Conto- "Corvos", um jovem pintor, ao observar as pinturas de Van Gogh, entra dentro dos quadros e se encontra com o pintor, que indaga por qual razão ele não está pintando se a paisagem é incrível, pois isto o motiva a pintar de forma frenética.

6º Conto, "Monte Fuji em Vermelho", o Fuji entra em erupção ao mesmo tempo ocorre um incêndio em uma usina nuclear, provocado por falha humana. É desprendida no ar uma nuvem de radiação. Um homem relata ser um dos responsáveis pela tragédia e diz preferir a morte rápida de um afogamento à lenta provocada pela radiação.

7º Conto- "O Demônio Chorão", ao caminhar um viajante encontra um demônio, que lamenta ter sido um homem ganancioso e, como muitos, transformou a terra em um lastimável depósito de resíduos venenosos.

8º Conto- "Povoado dos Moinhos", um viajante chega à um lugarejo conhecido por muitos como Povoado dos Moinhos. Lá não há energia elétrica e tampouco urbanização. Um idoso, ao ser indagado, relata que os inventos tornam as pessoas infelizes e que o importante para se ter uma boa vida é ser puro e ter água limpa.

Observações:

O trauma das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, estão claros nos episódios “O Demônio Chorão” e “ Monte Fuji em Vermelho”.Esse apesar de tratar de assuntos pesado, tem belas imagens formadas pelas nuvens de radioatividade coloridas. O filme é mais em torno de imagens do que diálogos.

Akira era fascinado pelo pintor Vicent Van Gogh e isto estava presente em “Sonhos”, foi retrato no conto “Corvos”, que contava a história de um homem que ao admirar o quadro do artista, foi levado para dentro da obra, recebendo uma lição de pintura do artista.

“Sonhos” traz contos como O Sol em meio à Chuva, A Nevasca e Povoado de Moinhos, o último tem uma mensagem destinada as pessoas capitalistas. Questiona de que adianta a modernidade, trazendo tanto conforto aos seres humanos, se não há mais paz e as pessoas não respeitam mais a natureza.

Akira termina o filme mostrando uma cena do cortejo festivo celebrando a morte de uma senhora de 99 anos, afirmando que o mais justo para se despedir de uma pessoa que viveu todo esse tempo é com dança e música.

Todos os contos apresentam, mesmo com poucos textos, uma fácil assimilação da mensagem que Akira Kurosawa desejou trazer.

Adriana Menezes

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Sonhos

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