quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ópera do Malandro 3º Filme



Ópera do Malandro

Nos Anos 40 malandro elegante e popular figura do boêmio bairro carioca da Lapa explora cantora de cabaré e vive de pequenos trambiques. Até que suerge Ludmila, a filha do dono do cabaré, que pretende tirar proveito da guerra fazendo contrabando
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Ficha Técnica
Título original: Ópera do Malandro
Gênero: Musical
Duração: 100 min.
Lançamento (Brasil): 1985
Direção: Ruy Guerra
Roteiro: Chico Buarque de Hollanda, Orlando Senna e Ruy Guerra
Produção: Ruy Guerra, Austra Cinema e comunicações, MK2 Productions e TF1 Films Productions
Música: Chico Buarque e Chiquinho de Morais
Arranjos: Chiquinho de Morais
Regência: Chiquinho de Morais
Fotografia: Antonio Luis Mendes
Desenho de produção: Irenio Maia e Mauro Monteiro
Figurino: Maria Cecilia Motta
Edição: Idê Lacreta e Mair Tavares
Coreógrafo: Regina Miranda
Elenco
Edson Celulari (Max Overseas)
Cláudia Ohana (Ludmila Struedel)
Elba Ramalho (Margot)
Fábio Sabag (Otto Struedel)
J.C. Violla (Geni)
Wilson Grey (Sátiro)
Maria Sílvia (Victoria Struedel)
Ney Latorraca (Tigrão)
Cláudia Jimenez (Fiorella)
Andreia Dantas (Fichinha)
Ilva Niño (Dóris)
Zenaide (Dorinha Tubão)
Djenane Machado (Shirley Paquete)
Katia Bronstein (Mimi Bibelô)
Lutero Luiz (Porfírio)
Bernard Seygnoux
Conceição Senna
John Doo
Paulo Henrique
Mauro Gorini
Carlos Loffler
Candido Damm
Charle Myara
Gilles Gwizdek
Savvas Karydaris
Alain Vial
Breno Bonin
Angel Morsi (Prostituta)
Angela De Castro (Prostituta)
Denise Telles (Prostituta)
Leticia B. De Mello (Prostituta)
Lia Rodrigues (Prostituta)
Valeria Rowena (Prostituta)
Aluisio Gomes Flores
Carlos Jesus
Claudio Moreno
Christovam Netto
Estevam Santos
Jean-Paul Rajzman
Jitman Vibranoski
Jorge Paulo
Athayde Arcoverde
Breno Moroni
Julio Levy
Marcus Vinícius
Mauro César Cunha
Padilha
Ruben Gabira
Sergio Maia
Thiago Justino
Bebel
Delta Araujo
Fernanda Caetano
Luzia Dos Santos
Maria Odete Garnier
Marina Salomon
Sophie Paznakhet
Pôsters
Premiações
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Curiosidades
- Recebeu o Título de Malandro nos EUA.
- Estreou na França em 2 de Julho de 1986 e no Canadá em 6 de Setembro de 1986 no Toronto Film Festival.
- Filme inspirado no clássico de John Gray e no musical A Ópera dos Três Vinténs, de Berthold Brecht e Kurt Weill.

- Trilha sonora:
"A Volta do Malandro", de Chico Buarque de Hollanda, por A Gang;
"Las Muchachas de Copacabana", de Chico Buarque de Hollanda, por Elba Ramalho;
"Hino da Repressão", de Chico Buarque de Hollanda, por Ney Latorraca;
"Aquela Mulher", de Chico Buarque de Hollanda, por Edson Celulari;
"Viver de Amor", de Chico Buarque de Hollanda, por As Mariposas;
"Sentimental", de Chico Buarque de Hollanda, por Cláudia Ohana;
"Desafio do Malandro", de Chico Buarque de Hollanda, por Edson Celulari and Aquiles;
"O Último Blues", de Chico Buarque de Hollanda, por Cláudia Ohana;
"Palavra de Mulher", de Chico Buarque de Hollanda, por Elba Ramalho;
"O Meu Amor", de Chico Buarque de Hollanda, por Cláudia Ohana and Elba Ramalho;
"Tango do Covil", de Chico Buarque de Hollanda, por Os Muchachos;
"Uma Canção Desnaturada", de Chico Buarque de Hollanda, por Sueli Costa;
"Rio 42" de Chico Buarque de Hollanda, por As Mariposas;
"Pedaço de Mim" de Chico Buarque de Hollanda, por Cláudia Ohana and Edson Celulari;
"Tema de Geni" de Chico Buarque de Hollanda.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Serious Man- Um Homem Sério


Direção: Ethan Coen e Joel Coen

Produção: Ethan Coen

Co-produção: Joel Coen

Roteiro: Ethan Coen e Joel Coen

Gênero: Comédia dramática


Elenco: Michael Stuhlbarg é Larry Gopnik
Richard Kind é Arthur Gopnik
Sari Wagner Lennick é Judith Gopnik.
Fred Melamed é Sy Ableman
Aaron Wolff é Danny Gopnik
Jessica McManus é Sarah Gopnik
Adam Arkin é Don Milgram
George Wyner é Rabbi Nachtner
Amy Landecker é Mrs. Samsky
Katherine Borowitz é Mimi Nudell
Fyvush Finkel é Reb Groshkover
Simon Helberg é Rabbi Scott Ginzler
Andrew S. Lentz é Mark Sallerson
Jack Swiler é Howard Altar
Tim Harlan-Marks é o motorista de ônibus
Benjy Portnoe é Ronnie Nudell
Brent Braunschweig é Mitch Brandt
Ari Hoptman é Arlen Finkle
Michael Lerner é Solomon Schlutz
David Kang é Clive
Steve Park é o pai de Clive

O personagem que ganha as telas no novo filme dos irmãos Coen, é um professor de física que vê sua vida desmoronar quando a esposa anuncia que está indo embora de casa para se casar com um outro homem

Larry não só se surpreende com o ocorrido como inicia uma busca ao conhecimento dos seus problemas por meio de um trio de rabinos. Durante o percurso da uma hora e meia de filme, os Coen inserem diferentes tipos de obstáculos para o pacato Larry, tanto no ambiente familiar como no profissional.

Seu filho, Danny, está na semana que comemorará seu bar mitzvah e só pensa em fumar maconha e escutar a banda psicodélica dos anos 60, Jefferson Airplane. Sua filha mais velha, Sarah, quer de qualquer maneira arrecadar uma boa quantidade de dinheiro para fazer uma plástica no nariz. Para isso, rouba pequenas quantias por semana dos pais. Para piorar o cenário catastrófico, o irmão de Larry, Arthur, atravessa uma crise de saúde e dorme no sofá da sala do casal.

Na escola, Larry enfrenta a fúria de um aluno coreano que insatisfeito com sua nota tenta subornar o professor. O pai do estudante surge para colocar ainda mais pimenta na discussão. Ainda no âmbito familiar, Larry tem o vizinho folgado para atormentar seus poucos momentos de paz.

A história se passa em 1967, nos subúrbios de Minneapolis, nos Estados Unidos, em uma comunidade judaica. É o filme mais pessoal de Joel e Ethan Coen, também judeus, que passaram sua infância e adolescência nos subúrbios norte-americanos. O filme responde a diversas questões com simbolismos, contos e tradições do judaísmo.



domingo, 27 de junho de 2010

Rapsódia em Agosto


Diretor: Akira Kurosawa

Lançamento:1991

Duração: 98 min

Genêro: Drama

Elenco: Richard Gere, Fumiko Honma,Hisashi Igawa,

Mitsunori Isaki e outros.

Produção: Ishirô Honda

Rapsódia em Agosto foi um dos últimos filmes dirigidos por Akira Kurosawa e serviu para reconciliar o cineasta com o seu público e crítica japonesa.

Kurosawa apresenta uma reflexão entre o presente e o passado, contando a história de uma família de Nagasaki, que irá fazer uma viagem ao Havaí, atendendo ao convite de parentes.

Uma história familiar, onde uma sobrevivente de Nagasaki fica em casa com seus quatros netos, enquanto os pais das crianças vão até o Havaí, visitar um tio que está no leito de morte. O filme aborda temas como perdão e arrependimento, utilizando recursos metafóricos para produzir sentido.

Sachiko Murase, no papel da vovó Kane mantém diálogos com os netos, trazendo valores morais a serem discutidos, mas a avó possui uma postura de positividade e altruísmo.

Em uma passagem do filme os netos visitam um monumento dedicado à tragédia na cidade e escuta a versão da vovó Kane sobre o ataque, ocorrido em agosto de 1945.

Mais tarde, um sobrinho americano de Kane chega a Nagasaki para conhecer seus parentes nipônicos e os jovens têm a oportunidade de conhecer o outro lado da história, também marcada pela dor e pelo arrependimento.

Rapsódia em Agosto foi um dos filmes mais comerciais de Akira Kurosawa, a obra contou com a presença do ator norte-americano Richard Gere. O filme faz menção a crenças e valores ocidentais, como o consumismo e a supervalorização da cultura americana.

Adriana Menezes

Rapsódia em Agosto

domingo, 20 de junho de 2010

Postagem Final de David Lynch

Em ambas as três obras, não se podem contestar o potencial do diretor. Que trabalha como Chaplin, com os homens, utilizando conflitos de sua própria vida pessoal, como foi percebido em sua primeira obra "Eraserhead", onde os personagens passavam por situações semelhantes ao do seu casamento e o mostro que remetia ao nascimento de sua filha com pés tortos. Porem diferente dele não se preocupa com a compreensão de todos, ao contrario busca a interiorização cada telespectador, como percebido pelas críticas ao filme “Mulholand Drive” traduzido como“Cidade do Sonhos”, compreende o filme a sua maneira, pois trata-se de uma obra cheia de símbolos e de mistério.
Possui uma cena que remete muito a George Melies em “Viagem a Lua”, onde se passa em um teatro o chamado “Cube do Silêncio”, onde a muita fumaça e certo jogo de ilusionismo.
Com uma fotografia impecável em todas as suas obras, particularmente em “O Homem Elefante” feito todo em preto e branco e novamente em “Cidade dos Sonhos, a luz e responsável, junto com som, do drama e a poética das obras, como muito percebido no expressionismo e no cinema noir.
Já em História Real a fotografia busca transmitir a essência do personagem, os planos gerais dão a sensação de o quão frágil e aquele velho diante da trajetória que ia seguir.
Os closes eram para exemplificar seu olhar paterno, com sua persistência. Tudo muito bem elaborado para produzir um filme com uma temática diferente ao que Lynch costumava fazer, porém e claro com um pouco de bizarro por se a história se tratar de velho que ultrapassa o estado em um trator em busca do perdão do seu doente irmão.
Seu ultimo filme “Império dos Sonhos”, lançado em 2008, trás novidades, Lynch trabalha com técnica 3D.

Falando mais sobre David Lynch

Além de dirigir, ele é o responsável pela produção e pelo roteiro da maioria de seus filmes. Um diretor exótico, que consegue deixar sua marca em qualquer trabalho que produza, seja por meio dos aspectos característicos de seus longas, seja pela equipe de produção que se repete a cada projeto, o que faz sua obra ser facilmente reconhecida.
Sempre apaixonado por artes começou como pintor, tendo seu primeiro contato com a pintura aos 14 anos e aos 19 estudou Belas Artes. Com técnica de pintura abstrata seus quadros já tinham um aspecto mórbido. Uma vez enquanto esperava a tinta de uma recém-pintada tela secar, uma mariposa bateu nela e grudou na tinta, ficando lá até morrer. Lynch gostou tanto dessa dicotomia entre o vivo (a mariposa) e o morto (a pintura em si), que não só deixou-a lá, como passou a pôr em seus outros quadros objetos do mundo real, animais mortos, folhas secas ou um pedaço de bife.
Percebendo a maior limitação das artes plásticas (a imobilidade), Lynch decidiu incluir movimento em seus quadros, e assim fez seu primeiro curta de animação, Six Figures Getting Sick (1966), onde seis cabeças esculpidas por ele aparecem vomitando 6 vezes seguidas. Ele ainda viria a fazer mais dois curtas, The Alphabet (1968) e The Grandmother (1970). Com "The Alphabet", Lynch obteve o reconhecimento dos críticos e foi presenteado com uma bolsa de estudos do American Film Institute.
Em 1983 a 1992 ele desenhou para o jornal L.A. Reader a tira de quadrinhos O Cão Mais Bravo do Mundo, sobre um cachorro com tanto ódio de tudo que mal podia se mover, comer ou latir, só rosnava; produziu videoclipes de bandas que gostava, como Rammstein e Roy Orbison.
Só em 1972, ele se dedicou a seu primeiro longa-metragem, do qual fez praticamente tudo: argumento, realização, efeitos especiais, som, montagem e produção. "Eraserhead" tornou-se desde seu lançamento um filme cult aclamado pela crítica e transformou-se num ícone do cinema de vanguarda. Depois vieram “O Homem Elefante”, “Duna”, “Veludo Azul” e vários outros. Mas ele não se contentou em fazer apenas filmes, também produziu séries de TV como Twin Peaks que, dois anos depois, deu origem ao filme Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer (1992). Trabalha com várias mídias como a internet, com uma mini- série feita exclusivamente para o site, a série de 8 capítulos chamada Rabbits, feita em 2002, onde 3 pessoas vestidas de coelhos habitam uma mesma casa. A Câmera nunca se move, não há cortes, nunca sabemos direito o que está acontecendo, e os diálogos estão espalhados aleatoriamente no roteiro.
Mas não para por ai, produziu um musical, que mais tarde foi editado e lançado como o filme Sinfonia Industrial No. 1; e em 2008, Lynch lançou-se como escritor e publicou seu primeiro livro, Em Águas Profundas: Criatividade e Meditação (Gryphus Editora), que apresenta uma mistura de autobiografia, história do cinema, ensaio espiritual e manual de meditação.
Acredita que seus filmes proporcionam às pessoas reações fortes e emocionantes, pois faz com que cada um crie sua própria compreensão da obra e tire suas próprias conclusões. Essa "liberdade de opinião" que o diretor deseja é muito bem sucedida.

Lynch é um realista, e não um surrealista. Talvez ele seja o maior realista de todos, uma vez que ele pretende desmascarar toda a sociedade e mostrar sua verdadeira faceta, e é nada menos que curioso que ele o faça usando-se de uma estética surreal. Mas Lynch não condena essa sociedade em si, e sim o que ela esconde.

Suas técnicas de fotografia em chiaroscuro, o tom barroco, o intenso jogo de luz e sombra de Eraserhead e Homem Elefante, remetente do cinema noir e do expressionismo, para criar a visão de um mundo não-natural, é no uso das cores que ele se destaca. Cortinas vermelhas são uma presença quase que obrigatória em seus filme, para dividir o real do imaginário, como a eletricidade e dualidade.

Lynch sempre trabalhou muito com o som, e de forma tão peculiar que poderíamos fechar nossos olhos e reconhecer qualquer filme dele apenas por este aspecto. No começo do cinema falado, muitos críticos apontaram a nova tecnologia como a morte do cinema, que se havia acabado o mistério e o refinamento, apontando para uma arte banal e vazia. O problema é que, na época, as pessoas não sabiam direito como usar o som, mas Lynch foi dos poucos a realmente entender seu funcionamento. Todo clima do filme vem do som, feito sempre pelo próprio Lynch. Esse clima de terror e medo que predomina em seus filmes seria impossível caso o filme fosse mudo.
"A vida é muito, muito confusa. E os filmes deveriam ser realizados assim também." (David Lynch)