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sexta-feira, 2 de abril de 2010

2º Filme*** Casa de Areia//Ruy Guerra




Em 1910, o português Vasco leva sua esposa grávida Áurea e a mãe dela, Dona Maria, em busca de um sonho: viver em terras prósperas, recentemente compradas por ele. O sonho se transforma em pesadelo quando, após uma longa e cansativa viagem junto a uma caravana, o trio descobre que as terras estão em um lugar totalmente inóspito, rodeado de areia por todos os lados, e sem nenhum indício de civilização por perto. Áurea quer retornar ao lugar de onde vieram, mas Vasco insiste em ficar e constrói uma casa de madeira para que lá possam viver.
Após serem abandonados pelos demais integrantes da caravana, um acidente mata Vasco e deixa Áurea e Dona Maria completamente sozinhas. Elas partem em busca de ajuda e terminam por encontrar Massu, um homem que nunca deixou o local. Massu passa a ajudá-las, levando comida e sal para que Áurea e Dona Maria possam sobreviver na casa recém-construída.
Apesar da estabilidade, Áurea deseja deixar o local de qualquer maneira mas decide apenas fazer isto quando sua filha nascer e poder deixar o local com ela. Enquanto isso Áurea e Dona Maria precisam lidar também com a instabilidade do local em que vivem, já que a areia pode soterrar a casa em que vivem a qualquer momento.

Fernanda Montenegro .... D. Maria / Áurea, de 1942 a 1969 / Maria, em 1969
Fernanda Torres .... Áurea, de 1910 a 1919 / Maria, em 1942
Ruy Guerra ....Vasco de Sá
Seu Jorge .... Massu, de 1910 a 1919
Luiz Melodia .... Massu, em 1942
Enrique Diaz .... Luiz, em 1919
Stênio Garcia .... Luiz, em 1942
Emiliano Queiroz .... Chico do Sal
João Acaiabe .... pai de Massu
Camilla Facundes .... Maria, em 1919
Haroldo Costa .... capataz
Jorge Mautner .... cientista
Nelson Jacobina .... cientista

Principais prêmios e indicações


Portal Cinema
Festival Sundance de Cinema 2006 (EUA)
Recebeu o Prêmio Alfred P. Sloan.
Indicado ao Grande Prêmio do Júri na categoria de filme do mundo - drama.

Satellite Award 2006 (EUA)
Indicado nas categorias de melhor fotografia e melhor roteiro original.

Grande Prêmio Cinema Brasil 2006 (Brasil)
Venceu nas categorias de melhor direção de arte, melhor figurino e melhor maquiagem.
Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor (Andrucha Waddington), melhor atriz (Fernanda Montenegro e Fernanda Torres), melhor ator coadjuvante (Emiliano Queiroz), melhor fotografia, melhor montagem, melhor roteiro original e melhor som).

Camerimage 2006 (Polônia)
Recebeu o Sapo de Bronze na categoria de melhor fotografia.
Indicado ao Sapo de Ouro na categoria de melhor fotografia.
[editar]Curiosidades

Foi a primeira vez que Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, mãe e filha na vida real, contracenaram juntas em um filme.
O filme foi rodado inteiramente nos Lençóis Maranhenses, entre julho e setembro de 2004.
O Ibama apenas autorizou as filmagens nas zonas de amortecimento do parque; as reservas de proteção máxima não foram liberadas.

A saga de Áurea começa em 1910, quando, em busca de um sonho que nunca lhe pertenceu, ela chega em caravana a um enorme labirinto de areia no Maranhão, Norte do Brasil. À procura de terras que o marido, Vasco, acredita serem prósperas, ela se vê condenada à vida num lugar inóspito, tendo como única companhia feminina sua mãe, Dona Maria. Grávida, e inconformada com o destino, a mulher faz de tudo para encontrar uma saída. Mas o tempo vai pouco a pouco transformando essa história embalada por profundos sentimentos, que vão do desespero à plenitude.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quentin Tarantino - Pulp Fiction - 1994


Pulp Fiction – 1994
Pulp Fiction é um filme estadunidense de 1994, do gênero policial, dirigido e escrito por Quentin Tarantino baseado em história dele e de Roger Avary.É uma história um pouco confusa mas irreverente. Na realidade,trata-se de três histórias distintas porém interligadas onde podemos conhecer Vincent Veja (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L Jackson), que são dois mafiosos com a missão de fazer uma cobrança a mando do chefe, Marsellus Wallace (Ving Rhames);em outra história, Vincent deve levar Mia Wallace (Uma Thurman) - mulher de seu chefe - para se divertir enquanto ele viaja. Por último, é contada a história de Butch Coolidge (Bruce Willis), um pugilista que foi comprado por Marsellus para perder uma luta, mas não cumpriu sua parte no acordo e agora precisa fugir do mafioso.

A quebra da ordem cronológica, uma característica do diretor, permite que vários personagens compartilhem o papel de protagonista do filme. Na primeira história Vincent e Jules são os principais personagens. Vincent também é o personagem principal na segunda história, quando leva a mulher do seu chefe para passear e, por fim, se torna apenas um coadjuvante quando a história do pugilista Butch é contada.

Uma referência desta quebra cronológica em seu trabalho é Grande Hotel. Também podemos ver situações como esta em ‘Corra Lola, Corra’ dirigido por Tom Tykwer, e nas variadas versões de ‘Efeito Borboleta’ dirigidos por Eric Bress e J. Mackye Gruber.

O elenco de Pulp fiction é composto por:

• John Travolta.... Vincent Vega
• Samuel L. Jackson.... Jules Winnfield
• Ving Rhames.... Marsellus Wallace
• Uma Thurman.... Mia Wallace
• Maria de Medeiros.... Fabienne
• Bruce Willis.... Butch Coolidge
• Quentin Tarantino.... Jimmie
• Harvey Keitel.... Winston Wolf
• Tim Roth.... Pumpkin
• Eric Stoltz.... Lance
• Rosanna Arquette.... Jody
• Christopher Walken.... capitão Koons
• Amanda Plummer.... Honey Bunny
Principais prêmios e indicações:
Oscar 1995 (EUA)
• Venceu na categoria de melhor roteiro original.
• Indicado nas categorias de melhor ator (John Travolta), melhor ator coadjuvante (Samuel L. Jackson), melhor atriz coadjuvante (Uma Thurman), melhor diretor, melhor edição e melhor filme.
• Academia Japonesa de Cinema 1995 (Japão)
• Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

BAFTA 1995 (Reino Unido)
• Venceu na categoria de melhor ator coadjuvante (Samuel L. Jackson) e melhor roteiro original.
• Indicado nas categorias de melhor ator (John Travolta), melhor atriz (Uma Thurman), melhor fotografia, melhor edição, melhor filme e melhor som.
• Quentin Tarantino foi indicado ao Prêmio David Lean de direção.

Festival de Cannes 1994 (França)
• Recebeu a Palma de Ouro.

Prêmio César 1995 (França)
• Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 1995 (Itália)
• Venceu na categoria de melhor ator estrangeiro (John Travolta) e melhor filme estrangeiro.

Globo de Ouro 1995 (EUA)
• Venceu na categoria de melhor roteiro - cinema.
• Indicado nas categorias de melhor diretor - cinema, melhor filme - drama, melhor ator de cinema - drama (John Travolta), melhor atriz coadjuvante de cinema (Uma Thurman) e melhor ator coadjuvante de cinema (Samuel L. Jackson).

Independent Spirit Awards 1995 (EUA)
• Venceu na categoria de melhor diretor, melhor longa-metragem, melhor ator principal (Samuel L. Jackson) e melhor roteiro.
• Indicado na categoria de melhor ator coadjuvante (Eric Stoltz).

MTV Movie Awards 1995 (EUA)
• Venceu na categoria de melhor seqüência de dança (John Travolta e Uma Thurman) e melhor filme.
• Indicado nas categorias de melhor atuação feminina (Uma Thurman), melhor atuação masculina (John Travolta), melhor canção para cinema (Girl, You'll Be a Woman Soon) e melhor dupla (Samuel L. Jackson e John Travolta).

Festival de Cinema de Estocolmo 1994 (Suécia)
• Venceu nas categorias de melhor ator (John Travolta) e melhor roteiro.
• Quentin Tarantino recebeu o troféu Cavalo de Bronze.

Prêmio Saturno 1995 (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)
• Venceu na categoria de melhor filme de ação / aventura / suspense.

Prêmio Edgar 1995 (Edgar Allan Poe Awards, EUA)
• Venceu na categoria de melhor filme.

Curiosidades:
Nota-se que a maioria dos filmes dirigidos por Quentin Tarantino relatam histórias ligadas a mafiosos, gangues, lutas etc. incluindo seu recente “xodó” ‘Bastardos Inglórios’ (muito bom mas que falaremos em outra oportunidade) vencedor de vários Oscars este ano.
Neste caso, não se trata de mafiosos ou personagens do gênero, mas relata a história de uma guerra entre judeus, americanos e alemães não saindo da rota lutas e violência que o diretor vem traçando até hoje.
Outra curiosidade é a sua ‘paixão’ pela atriz Uma Thurman que protagonizou 4 dos 12 filmes que Tarantino dirigiu. Sabe-se que Uma é uma excelente atriz, e exemplo quando o assunto é suspense,mafiosos e luta claro, como podemos ver nas 3 versões de Kill Bill.
Os filmes que ela protagonizou foram: Kill Bill 1,2 e 3 e Pulp Fiction.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ruy Guerra



Diretor, produtor, roteirista, diretor de fotografia, montador, compositor e ator.
Nasceu em 22 de agosto de 1931 na cidade de Lourenço Marques - Moçambique.
Ruy Alexandre Guerra Coelho Pereira aprendeu sozinho a produção de filmes em 8mm. Foi ativista político, participando de movimentos anti-racistas e pró-independência, antes de deixar seu país com a idade de 19 anos.

De 1952 a 1954 estudou cinema em Paris na IDHEC, começou a participar de filmes na França como assistente de cameraman e assistente de diretor. Apesar de ter feito filmes em vários países, Ruy Guerra está primeiramente ligado ao cinema brasileiro como um dos líderes do movimento do Cinema Novo nos anos 60 e começo dos anos 70.
Seu primeiro longa-metragem brasileiro, "Os Cafajestes" (1962), foi um dos poucos sucessos comercias do Cinema Novo. Nota-se neste filme alguns traços da Nouvelle Vague francesa, não muito bem recebida nos círculos mais influentes do jovem grupo cinema-novista. O cineasta, na época recém chegado ao Brasil, traz em "Os Cafajestes" a marca patente de sua condição de estrangeiro. Antes da realização desta obra, Guerra havia dirigido dois curtas-metragens inacabados, "Orós" (1960) e "Cavalo de Oxumaré" (1961), este último com roteiro escrito em colaboração com Miguel Torres. Sua estréia com "Os Cafajestes" foi bombástica, devido à forte repercussão do filme ao ser lançado em 1962, tendo o primeiro nu frontal (Norma Bengell) do cinema brasileiro moderno. Ao contrário de outros filmes do Cinema Novo do mesmo período, esta obra apresenta um estilo maduro e bastante seguro de direção. Entretanto, a condição de estrangeiro faz com que o diretor encontre dificuldades para entrar no grupo cinema-novista. Esta defasagem em termos de um passado brasileiro é certamente responsável pela singularidade de "Os Cafajestes" no Cinema novo da época.

O universo burguês, apesar de aparecer de forma decadente, não se opõem ao do popular, para daí tirar uma significação carregada de sentimentalismo. À crueza da exploração chantagista exercida pelos cafajestes do filme não é contraposto nenhum discurso de cunho moralista. Talvez tenha sido exatamente o amoralismo desta obra que chocou a sociedade da época, provocando seguidas interdições e diversas confusões antes de sua exibição final. Liberado pela censura e já com 10 dias de exibição, batendo recordes de bilheteria, recebe uma ordem de interdição do chefe de polícia da Guanabara. Então, o produtor Jece Valadão resolve fazer cortes por conta própria, para facilitar a liberação, mas é processado por Ruy Guerra para a preservação de sua obra. Uma liminar garante a volta do filme em cartaz, mas é cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça, causando um ato público na sede da Associação Brasileira de Imprensa pela liberdade de expressão no cinema. Forma-se uma comissão de 21 membros, da qual fazem parte diversos participantes do Cinema Novo. Toda essa agitação foi extremamente benéfica para divulgar o filme. Voltando a ser exibido, é proibido para menores de 21 anos (uma inovação jurídica) e bate todos os recordes de público. "Os Cafajestes" abalava os sólidos alicerces da família brasileira e mostrava de forma crua um dos temas preferidos do primeiro Cinema Novo: a burguesia depravada.

As filmagens de "Os Fuzis" iniciaram-se em 1963 no interior da Bahia. Para este filme, Guerra utilizou métodos de "laboratório" para a direção de atores, apresentados na época como grande novidade. A intenção era aproveitar as ilações da realidade local, a caatinga. Os atores, através do trabalho de laboratório, absorveriam o ambiente da região, intensificando o realismo do filme. A preocupação estava na percepção da realidade singular do Nordeste, transformado-a em matéria do filme. No Festival de Berlim, "Os Fuzis" conquista o Urso de Prata. Porém, o lançamento tornou-se problemático por causa de pressões dos produtores que achavam o filme muito lento para a exibição comercial e exigiam cortes por parte do diretor. 5 meses após a premiação em Berlim, a obra continuava inédita. Os cortes acabaram sendo feitos à revelia de Ruy Guerra, que recusou a autoria do filme. As cópias exibidas até hoje são as manipuladas pelos produtores.

"Os Deuses e os Mortos" (1970) é uma tentativa de representar a história do Brasil a partir de um drama pessoal, utilizando-se, para isso, de procedimentos alegóricos. Nas alegorias do filme, a contraposição entre o arcaico e moderno não se faz presente, mas impera uma narrativa onde a representação da agonia e do desespero parece ser central. O fio da intriga é muito tênue e perde-se em meio a grandes quadros estáticos, que representam as situações dramáticas.


Filmografia

• 1954: Quand le soleil dort (Quando o sol dorme). Diretor e roteirista.
• 1957: S.O.S. Noronha. Ator.
• 1962: Os cafajestes. Diretor e roteirista.
• 1962: Os mendigos. Montador e ator.
• 1964: Os fuzis. Diretor e roteirista.
• 1968: Balada de página três. Roteirista.
• 1968: Benito Cereno. Ator.
• 1969: Ternos caçadores. Diretor e roteirista.
• 1970: Os deuses e os mortos. Diretor e roteirista.
• 1970: O senhor do tempo. Ator.
• 1972: Os sóis da ilha de Páscoa. Ator.
• 1972: Aguirre, der Zorn Gottes. Ator.
• 1975: As aventuras de um detetive português. Roteirista.
• 1976: A queda. Diretor, roteirista, compositor e ator.
• 1980: Mueda, memória e massacre. Diretor e diretor de fotografia.
• 1981: Histoires extraordinaires: la lettre volée. Diretor e roteirista.
• 1983: Eréndira. Diretor.
• 1986: Ópera do malandro. Diretor, roteirista e produtor.
• 1988: Fábula de la bella Palomera. Diretor, roteirista e produtor.
• 1989: Kuarup. Diretor, roteirista e produtor.
• 1992: Me alquilo para soñar (telessérie). Diretor e roteirista.
• 1997: Posta restante. Roteirista.
• 2000: Monsanto. (TV) Diretor.
• 2000: Estorvo. Diretor, roteirista e produtor.
• 2004: Portugal S.A.. Diretor.
• 2004: O veneno da madrugada. Diretor e roteirista.
• 2005: Casa de areia. Ator.