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domingo, 6 de junho de 2010

3° Filme Encurralado - Steven Spielberg



Encurralado
Titulo original: (Duel)
Lançamento: 1971 (EUA)
Direção: Steven Spielberg
Atores: Dennis Weaver , Jacqueline Scott , Eddie Firestone , Lou Frizzell , Gene Dynarski
Duração: 90 min
Gênero: Suspense



O primeiro filme do renomado diretor Steven Spielberg traz diversas características, e referências, melhor dizendo uma forte referência ao mestre ao suspense, Alfred Hitchcock. Porém o filme foi feito especialmente para TV e não para o cinema. Sendo mais tarde devido ao status que o diretor conquistou, acabou sendo bastante procurado.

O filme se passa quase todo na estrada, onde o personagem principal Devid Mann (Dennis Weaver) que ao sair de sua casa em seu destino, é interceptado pelo caminhão, assim se inicia toda a trama e a perseguição. Ao contrário das super produções de Spielberg, porém nesse filme o diretor não utilizou recursos de efeito especiais, acredito que pela época, e também pode se colocar aqui que o diretor mostra que pode fazer bons filmes sem uma grande verba, muitos truques de cinema.

Não vejo como um grande filme, pois chega ser mais engraçado do que assustador, e ao mesmo tempo da uma sensação que o Spielberg se perde e filme se torna demorado ao seu fim. Com um número pequeno de pessoas em seu elenco o filme da algumas variadas durante o enredo, porém se torna cansativo.

O que tem de referência nele é o suspense que Alfred Hitchcock produziu em seus filmes, porém muito longe de ser um suspense como o de Hitchcock, chegando ser até engraçado e tolo. Uma referência sonora que tem no filme é uma determinada cena, em que o ator ao pedir ajuda a um casal de velhos na estrada, o caminhão "assassino" volta de marcha ré para atacá-los. Nisso entra o que podemos de dizer de ostinatos sonoros aos violinos tocados em “Psicose” ( Psycho 60).

Tirando a inexperiência de Steven Spielberg, o filme tem diversos ângulos e planos de câmera porém nada mais do que isso. Vale a pena assistir para aqueles que só conhecem os trabalhos mais conhecidos e famosos, como Jurasic Park, Indiana Jones ,E.T entre outros...

ficha técnica:

* título original:Duel
* gênero:Ficção
* duração:01 hs 30 min
* ano de lançamento:1971
* site oficial:
* estúdio:Universal TV
* distribuidora:
* direção: Steven Spielberg
* roteiro:Richard Matheson
* produção:George Eckstein
* música:Billy Goldenberg
* fotografia:Jack A. Marta
* direção de arte:Robert S. Smith
* figurino:
* edição:Frank Morriss
* efeitos especiais:

sinopse:
Homem de negócios dirigindo sozinho em uma estrada secundária de repente se vê perseguido por motorista de caminhão. Depois de algum tempo, ele chega a conclusão de que aquele motorista pretende matá-lo.
elenco:

* Dennis Weaver (David Mann)
* Jacqueline Scott (Sra. Mann)
* Eddie Firestone (Dono do café)
* Lou Frizzell (Motorista de ônibus)
* Gene Dynarski (Homem no café)
* Tim Herbert (Atendente no posto de gasolina)
* Shirley O'Hara (Garçonete)
* Charles Seel
* Lucille Benson

Fontes: Adoro Cinema, Omelete

sexta-feira, 2 de abril de 2010

1º Filme - Os Cafajestes// Ruy Guerra




Direção:Ruy Guerra
Ano:1962
País:Brasil
ênero:Drama
Duração:100 min. / p&b
Título Original:Os Cafajestes
Título em inglês:The Unscrupulous Ones



Os cafajestes é um filme brasileiro de 1962, do gênero drama, escrito e dirigido por Ruy Guerra. Teve participação no roteiro de Miguel Torres. Foi o primeiro filme dirigido por Ruy Guerra no Brasil.

Um jovem rico, muito mimado, ao ver seu pai indo à falência, organiza um plano para reverter a situação. Ele consegue um cúmplice para armar um flagrante do tio rico com uma mulher. O objetivo era tirar fotos e tentar ganhar dinheiro através de uma chantagem.

Preocupado com a falta de dinheiro quando seu pai está a ponto de ir à falência, jovem playboy recruta um cúmplice, prometendo a ele um carro se ele ajudar em seu esquema de chantagem. Eles atraem a amante do tio até uma praia deserta e a fotografam nua. O playboy planeja extorquir dinheiro de seu tio rico com as fotos, mas as coisas não acontecem como o planejado.


Esta cena com Jece Valadão e a belíssima Norma Benguell, precede o primeiro nú frontal do cinema brasileiro, realizado por Norma Benguell. O filme foi interditado pela censura e chamou a atenção do mercado europeu para o novo cinema brasileiro. Tudo isso em 1962, quando a moral era rígida e o sexo no cinema era uma espécie de tabu.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quentin Tarantino - Pulp Fiction - 1994


Pulp Fiction – 1994
Pulp Fiction é um filme estadunidense de 1994, do gênero policial, dirigido e escrito por Quentin Tarantino baseado em história dele e de Roger Avary.É uma história um pouco confusa mas irreverente. Na realidade,trata-se de três histórias distintas porém interligadas onde podemos conhecer Vincent Veja (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L Jackson), que são dois mafiosos com a missão de fazer uma cobrança a mando do chefe, Marsellus Wallace (Ving Rhames);em outra história, Vincent deve levar Mia Wallace (Uma Thurman) - mulher de seu chefe - para se divertir enquanto ele viaja. Por último, é contada a história de Butch Coolidge (Bruce Willis), um pugilista que foi comprado por Marsellus para perder uma luta, mas não cumpriu sua parte no acordo e agora precisa fugir do mafioso.

A quebra da ordem cronológica, uma característica do diretor, permite que vários personagens compartilhem o papel de protagonista do filme. Na primeira história Vincent e Jules são os principais personagens. Vincent também é o personagem principal na segunda história, quando leva a mulher do seu chefe para passear e, por fim, se torna apenas um coadjuvante quando a história do pugilista Butch é contada.

Uma referência desta quebra cronológica em seu trabalho é Grande Hotel. Também podemos ver situações como esta em ‘Corra Lola, Corra’ dirigido por Tom Tykwer, e nas variadas versões de ‘Efeito Borboleta’ dirigidos por Eric Bress e J. Mackye Gruber.

O elenco de Pulp fiction é composto por:

• John Travolta.... Vincent Vega
• Samuel L. Jackson.... Jules Winnfield
• Ving Rhames.... Marsellus Wallace
• Uma Thurman.... Mia Wallace
• Maria de Medeiros.... Fabienne
• Bruce Willis.... Butch Coolidge
• Quentin Tarantino.... Jimmie
• Harvey Keitel.... Winston Wolf
• Tim Roth.... Pumpkin
• Eric Stoltz.... Lance
• Rosanna Arquette.... Jody
• Christopher Walken.... capitão Koons
• Amanda Plummer.... Honey Bunny
Principais prêmios e indicações:
Oscar 1995 (EUA)
• Venceu na categoria de melhor roteiro original.
• Indicado nas categorias de melhor ator (John Travolta), melhor ator coadjuvante (Samuel L. Jackson), melhor atriz coadjuvante (Uma Thurman), melhor diretor, melhor edição e melhor filme.
• Academia Japonesa de Cinema 1995 (Japão)
• Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

BAFTA 1995 (Reino Unido)
• Venceu na categoria de melhor ator coadjuvante (Samuel L. Jackson) e melhor roteiro original.
• Indicado nas categorias de melhor ator (John Travolta), melhor atriz (Uma Thurman), melhor fotografia, melhor edição, melhor filme e melhor som.
• Quentin Tarantino foi indicado ao Prêmio David Lean de direção.

Festival de Cannes 1994 (França)
• Recebeu a Palma de Ouro.

Prêmio César 1995 (França)
• Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 1995 (Itália)
• Venceu na categoria de melhor ator estrangeiro (John Travolta) e melhor filme estrangeiro.

Globo de Ouro 1995 (EUA)
• Venceu na categoria de melhor roteiro - cinema.
• Indicado nas categorias de melhor diretor - cinema, melhor filme - drama, melhor ator de cinema - drama (John Travolta), melhor atriz coadjuvante de cinema (Uma Thurman) e melhor ator coadjuvante de cinema (Samuel L. Jackson).

Independent Spirit Awards 1995 (EUA)
• Venceu na categoria de melhor diretor, melhor longa-metragem, melhor ator principal (Samuel L. Jackson) e melhor roteiro.
• Indicado na categoria de melhor ator coadjuvante (Eric Stoltz).

MTV Movie Awards 1995 (EUA)
• Venceu na categoria de melhor seqüência de dança (John Travolta e Uma Thurman) e melhor filme.
• Indicado nas categorias de melhor atuação feminina (Uma Thurman), melhor atuação masculina (John Travolta), melhor canção para cinema (Girl, You'll Be a Woman Soon) e melhor dupla (Samuel L. Jackson e John Travolta).

Festival de Cinema de Estocolmo 1994 (Suécia)
• Venceu nas categorias de melhor ator (John Travolta) e melhor roteiro.
• Quentin Tarantino recebeu o troféu Cavalo de Bronze.

Prêmio Saturno 1995 (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)
• Venceu na categoria de melhor filme de ação / aventura / suspense.

Prêmio Edgar 1995 (Edgar Allan Poe Awards, EUA)
• Venceu na categoria de melhor filme.

Curiosidades:
Nota-se que a maioria dos filmes dirigidos por Quentin Tarantino relatam histórias ligadas a mafiosos, gangues, lutas etc. incluindo seu recente “xodó” ‘Bastardos Inglórios’ (muito bom mas que falaremos em outra oportunidade) vencedor de vários Oscars este ano.
Neste caso, não se trata de mafiosos ou personagens do gênero, mas relata a história de uma guerra entre judeus, americanos e alemães não saindo da rota lutas e violência que o diretor vem traçando até hoje.
Outra curiosidade é a sua ‘paixão’ pela atriz Uma Thurman que protagonizou 4 dos 12 filmes que Tarantino dirigiu. Sabe-se que Uma é uma excelente atriz, e exemplo quando o assunto é suspense,mafiosos e luta claro, como podemos ver nas 3 versões de Kill Bill.
Os filmes que ela protagonizou foram: Kill Bill 1,2 e 3 e Pulp Fiction.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ruy Guerra



Diretor, produtor, roteirista, diretor de fotografia, montador, compositor e ator.
Nasceu em 22 de agosto de 1931 na cidade de Lourenço Marques - Moçambique.
Ruy Alexandre Guerra Coelho Pereira aprendeu sozinho a produção de filmes em 8mm. Foi ativista político, participando de movimentos anti-racistas e pró-independência, antes de deixar seu país com a idade de 19 anos.

De 1952 a 1954 estudou cinema em Paris na IDHEC, começou a participar de filmes na França como assistente de cameraman e assistente de diretor. Apesar de ter feito filmes em vários países, Ruy Guerra está primeiramente ligado ao cinema brasileiro como um dos líderes do movimento do Cinema Novo nos anos 60 e começo dos anos 70.
Seu primeiro longa-metragem brasileiro, "Os Cafajestes" (1962), foi um dos poucos sucessos comercias do Cinema Novo. Nota-se neste filme alguns traços da Nouvelle Vague francesa, não muito bem recebida nos círculos mais influentes do jovem grupo cinema-novista. O cineasta, na época recém chegado ao Brasil, traz em "Os Cafajestes" a marca patente de sua condição de estrangeiro. Antes da realização desta obra, Guerra havia dirigido dois curtas-metragens inacabados, "Orós" (1960) e "Cavalo de Oxumaré" (1961), este último com roteiro escrito em colaboração com Miguel Torres. Sua estréia com "Os Cafajestes" foi bombástica, devido à forte repercussão do filme ao ser lançado em 1962, tendo o primeiro nu frontal (Norma Bengell) do cinema brasileiro moderno. Ao contrário de outros filmes do Cinema Novo do mesmo período, esta obra apresenta um estilo maduro e bastante seguro de direção. Entretanto, a condição de estrangeiro faz com que o diretor encontre dificuldades para entrar no grupo cinema-novista. Esta defasagem em termos de um passado brasileiro é certamente responsável pela singularidade de "Os Cafajestes" no Cinema novo da época.

O universo burguês, apesar de aparecer de forma decadente, não se opõem ao do popular, para daí tirar uma significação carregada de sentimentalismo. À crueza da exploração chantagista exercida pelos cafajestes do filme não é contraposto nenhum discurso de cunho moralista. Talvez tenha sido exatamente o amoralismo desta obra que chocou a sociedade da época, provocando seguidas interdições e diversas confusões antes de sua exibição final. Liberado pela censura e já com 10 dias de exibição, batendo recordes de bilheteria, recebe uma ordem de interdição do chefe de polícia da Guanabara. Então, o produtor Jece Valadão resolve fazer cortes por conta própria, para facilitar a liberação, mas é processado por Ruy Guerra para a preservação de sua obra. Uma liminar garante a volta do filme em cartaz, mas é cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça, causando um ato público na sede da Associação Brasileira de Imprensa pela liberdade de expressão no cinema. Forma-se uma comissão de 21 membros, da qual fazem parte diversos participantes do Cinema Novo. Toda essa agitação foi extremamente benéfica para divulgar o filme. Voltando a ser exibido, é proibido para menores de 21 anos (uma inovação jurídica) e bate todos os recordes de público. "Os Cafajestes" abalava os sólidos alicerces da família brasileira e mostrava de forma crua um dos temas preferidos do primeiro Cinema Novo: a burguesia depravada.

As filmagens de "Os Fuzis" iniciaram-se em 1963 no interior da Bahia. Para este filme, Guerra utilizou métodos de "laboratório" para a direção de atores, apresentados na época como grande novidade. A intenção era aproveitar as ilações da realidade local, a caatinga. Os atores, através do trabalho de laboratório, absorveriam o ambiente da região, intensificando o realismo do filme. A preocupação estava na percepção da realidade singular do Nordeste, transformado-a em matéria do filme. No Festival de Berlim, "Os Fuzis" conquista o Urso de Prata. Porém, o lançamento tornou-se problemático por causa de pressões dos produtores que achavam o filme muito lento para a exibição comercial e exigiam cortes por parte do diretor. 5 meses após a premiação em Berlim, a obra continuava inédita. Os cortes acabaram sendo feitos à revelia de Ruy Guerra, que recusou a autoria do filme. As cópias exibidas até hoje são as manipuladas pelos produtores.

"Os Deuses e os Mortos" (1970) é uma tentativa de representar a história do Brasil a partir de um drama pessoal, utilizando-se, para isso, de procedimentos alegóricos. Nas alegorias do filme, a contraposição entre o arcaico e moderno não se faz presente, mas impera uma narrativa onde a representação da agonia e do desespero parece ser central. O fio da intriga é muito tênue e perde-se em meio a grandes quadros estáticos, que representam as situações dramáticas.


Filmografia

• 1954: Quand le soleil dort (Quando o sol dorme). Diretor e roteirista.
• 1957: S.O.S. Noronha. Ator.
• 1962: Os cafajestes. Diretor e roteirista.
• 1962: Os mendigos. Montador e ator.
• 1964: Os fuzis. Diretor e roteirista.
• 1968: Balada de página três. Roteirista.
• 1968: Benito Cereno. Ator.
• 1969: Ternos caçadores. Diretor e roteirista.
• 1970: Os deuses e os mortos. Diretor e roteirista.
• 1970: O senhor do tempo. Ator.
• 1972: Os sóis da ilha de Páscoa. Ator.
• 1972: Aguirre, der Zorn Gottes. Ator.
• 1975: As aventuras de um detetive português. Roteirista.
• 1976: A queda. Diretor, roteirista, compositor e ator.
• 1980: Mueda, memória e massacre. Diretor e diretor de fotografia.
• 1981: Histoires extraordinaires: la lettre volée. Diretor e roteirista.
• 1983: Eréndira. Diretor.
• 1986: Ópera do malandro. Diretor, roteirista e produtor.
• 1988: Fábula de la bella Palomera. Diretor, roteirista e produtor.
• 1989: Kuarup. Diretor, roteirista e produtor.
• 1992: Me alquilo para soñar (telessérie). Diretor e roteirista.
• 1997: Posta restante. Roteirista.
• 2000: Monsanto. (TV) Diretor.
• 2000: Estorvo. Diretor, roteirista e produtor.
• 2004: Portugal S.A.. Diretor.
• 2004: O veneno da madrugada. Diretor e roteirista.
• 2005: Casa de areia. Ator.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Wood Allen



Woody Allen, cujo nome verdadeiro Allen Stewart Konisberg, nasceu em 1 de Dezembro de 1935 no Brooklyn (Nova York - E.U.A.). A partir da idade de 15 anos, ele começou a escrever para os jornais humorísticos papel, já utilizando o pseudônimo Woody Allen. Após graduar de escola secundária, ele aderiu à equipa comediante Sid Caesar na televisão.
De 1961 a 1964, ele é um ator cabaré, onde foi notado pelo produtor Charles Feldman, que insta a escrever e de jogar em "What's New Pussycat?" em 1965.
Woody Allen dirigida seu primeiro filme, "A Lily Tigresse" no ano seguinte desviando um filme de Hong Kong. Ele está a trabalhar sobre o seguimento a escrever uma peça de teatro, "Play-lo novamente." (Será adaptada ao cinema em 1972 sob o nome de "Tomb filhas e shut up"). Sua primeira conquista real "Pegue o Dinheiro e Run", em 1969 é seguido por "Bananas", em 1971, "Assim Que Você Tem sempre quis saber sobre Sexo Sem A Daring O Nunca Perguntar", em 1972, e "e Woody Robots ", em 1973, tornando Woody Allen um diretor de cinema americano ao inevitável.
A partir de 1975, ele virou-se para meados de temas sérios, meio-quadrinhos, ele aborda em filmes como "Amor e Guerra" e, especialmente, "Annie Hall", em 1977, que ganharam óscares de melhor filme, melhor diretor e melhor atriz. Nestes dois filmes estrelados Woody Allen Diane Keaton, que é um dos seus parceiros preferenciais. Posteriormente, sua musa irá Mia Farrow (a segunda esposa em casamento na early'80s) ele dirige pela primeira vez em 1982 em "Uma Comédia Adulto Summer Night". Ele continuou atirando e lançado um filme sobre um ano. Sua separação de Mia Farrow, em 1993, colocou um travão ao seu filme ligeiro carreira (ele teve uma longa digressão europeia para liderar um quinteto jazz), mas Woody Allen é muito forte em 2000 com "mas não muito Escrocs "Isso permanece são maiores sucesso na bilheteria. As suas últimas produções "Match Point" e "Scoop" (lançado em 2005 e 2006) a característica jovem Scarlett Johansson. Mas já, Woody Allen está a preparar a filmagem de seu vizinho, pois ele continua a ser um homem jovem comer no local de trabalho, para o nosso maior prazer.


Filmografia

2009 - Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works)
2008 - Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona)
2007 - O Sonho de Cassandra (Cassandra's Dream)
2006 - Scoop - O Grande Furo (Scoop)
2005 - Ponto Final - Match Point (Match Point)
2005 - Melinda e Melinda (Melinda and Melinda)
2003 - Igual a Tudo na Vida (Anything Else)
2002 - Dirigindo no Escuro (Hollywood Ending)
2001 - O Escorpião de Jade (The Curse of the Jade Scorpion)
2000 - Trapaceiros (Small Time Crooks)
1999 - Poucas e Boas (Sweet and Lowdown)
1998 - Celebridades (Celebrity)
1997 - Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry)
1996 - Todos Dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You)
1995 - Poderosa Afrodite (Mighty Aphrodite)
1994 - Don't drink the water (TV)
1994 - Tiros na Broadway (Bullets Over Broadway)
1993 - Um misterioso assassinato em Manhattan (Manhattan Murder Mystery)
1992 - Maridos e Esposas (Husbands and Wives)
1992 - Neblina e sombras (Shadows and Fog)
1990 - Simplesmente Alice (Alice)
1989 - Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors)
1989 - Contos de Nova York (New York Stories)
1988 - A outra (Another Woman)
1987 - Setembro (September)
1987 - A Era do Rádio (Radio Days)
1986 - Hannah e Suas Irmãs (Hannah And Her Sisters)
1985 - A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo)
1984 - Broadway Danny Rose (Broadway Danny Rose)
1983 - Zelig (Zelig)
1982 - Sonhos Eróticos Numa Noite de Verão (A Midsummer Night's Sex Comedy)
1980 - Memórias (Stardust Memories)
1979 - Manhattan (Manhattan)
1978 - Interiores (Interiors)
1977 - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall)
1975 - A Última Noite de Boris Grushenko (Love and Death)
1973 - O Dorminhoco (Sleeper)
1972 - Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar (Everything You Always Wanted to Know About Sex But Were Afraid to Ask)
1971 - Men of Crisis: The Harvey Wallinger Story (TV)
1971 - Bananas (Bananas)
1969 - Um assaltante bem trapalhão (Take the Money and Run)
1966 - O que é que há, gatinha? (What's up, Tiger Lily?)

"Noventa por cento do sucesso se baseia simplesmente em insistir."

Por Leonardo Soares

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Steven Spielberg



Atualmente um dos maiores diretores de cinema, Spielberg, ou melhor, Steven Allan Spielberg nasceu em 18/12/1946 na cidade Cincinnati, Ohio Estados Unidos. Um dos maiores fenômenos da história do cinema, Steven Spielberg dirigiu filmes que não só se tornaram recordistas de bilheteria, como se inscreveram na galeria dos mais incríveis espetáculos cinematográficos de todos os tempos. Apaixonado por cinema Spielberg em sua infância e adolescência fazia diversos filmes caseiros, e aos 21 anos foi contratado pelo estúdio Universal, que havia ficado impressionado com ''Amblin''', curta-metragem que marcou a estréia profissional do jovem cineasta. Seguiram-se trabalhos para a televisão como ''Encurralado'', um angustiante suspense de perseguição na estrada. Atualmente é casado com a atriz Kate Capshaw, tem seis filhos; um deles com sua ex-esposa, a também atriz Amy Irving, atual esposa do diretor brasileiro Bruno Barreto. Foi um dos fundadores da DreamWorks, um dos principais estúdios de Hollywood que foi vendido no início de 2006 para o estúdio Paramount. Spielberg passou a ser o principal executivo.

Em 1974, Spielberg estreou no cinema com ''A Louca Escapada'', elogiado pela crítica, e o início da parceria com o compositor John Williams, figura fundamental na carreira do diretor. O ótimo ''Tubarão'', lançado no ano seguinte, além de concorrer ao Oscar de Melhor Filme, tornou-se a maior bilheteria do cinema até então e fez de Spielberg uma estrela. ''Contatos Imediatos do Terceiro Grau'', uma belíssima ficção sobre a anunciada visita de extraterrestres, lhe rendeu uma indicação de Melhor Diretor. ''1941 - Uma Guerra Muito Louca'', uma fracassada (injustamente) comédia passada na Segunda Guerra, concluiu a década de 1970.

Nos anos 80 se destaca dois filmes que ambos foram indicados ao Oscar de filme e Direção, sendo os filmes “Os Caçadores da Arca Perdida” e “E.T.- O Extraterrestre” O primeiro teve mais duas sequências dirigidas por Spielberg , com “E.T” teve a conquista de maior bilheteria que havia perdido para “Star Wars”, de George Lucas. Buscando abordar assuntos mais sérios Steven dirigiu os dramas “A Cor Púrpura” e o “Império do Sol”.

Os dois Filmes em seguida a refilmagem ''Além da Eternidade'' e ''Hook - A Volta do Capitão Gancho'' foram considerados decepcionantes. Mas quanto ao declínio dos Filmes, surge ''O Parque dos Dinossauros'', outro campeão de bilheteria, e ''A Lista de Schindler'', excelente obra em preto-e-branco sobre o Holocausto, que finalmente daria a Spielberg os Oscars de Filme e Diretor.



Curiosidades

''A Cor Púrpura'' foi indicado em 11 categorias do Oscar, inclusive Melhor Filme. Spielberg não concorreu, e alguns viram no prêmio especial Irving Thalberg, concedido ao diretor em 1987, como um pedido de desculpas da Academia.

Atualmente é casado com a atriz Kate Capshaw, tem seis filhos; um deles com sua ex-esposa, a também atriz Amy Irving, atual esposa do diretor brasileiro Bruno Barreto. Foi um dos fundadores da DreamWorks, um dos principais estúdios de Hollywood que foi vendido no início de 2006 para o estúdio Paramount. Spielberg passou a ser o principal executivo.

John Wiliams é um dos maiores parceiros de Spilberg compondo a maioria das trilhas dos filmes do diretor, trilhas como as de “Indiana Jones”, “Jurassic Park”, Tubarão, E.T. O Extra-Terrestre, A Lista de Shindler, entre outros filmes de Steven Spielberg e outros diretores como George Lucas.

Por problemas técnicos, grande parte das cenas dos ataques do Tubarão em Tubarão foi trabalhada em cenas em que trabalhava imagens que não aparecia o tubarão, e sim cenas do fundo do mar, das pernas dos atores e a nadadeira do tubarão, junto a dois acordes tocados nos violoncelos. Passando a mensagem do ataque e suspence ao ataque do tubarão.

Filmografia como diretor

* 2008 - Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull)
* 2005 - Munique (Munich)
* 2005 - Guerra dos Mundos (War of the Worlds)
* 2004 - O Terminal ou Terminal de Aeroporto (pt) (The Terminal)
* 2002 - Prenda-me se for capaz (br) ou Apanha-me se Puderes (pt) (Catch Me If You Can)
* 2002 - Minority Report - A Nova Lei (br) ou Relatório Minoritário (pt) (Minority Report)
* 2001 - A.I. - Inteligência Artificial (A.I. Artificial Intelligence)
* 1999 - The Unfinished Journey
* 1998 - O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan)
* 1997 - Amistad
* 1997 - O Mundo Perdido - Jurassic Park (The Lost World: Jurassic Park)
* 1993 - A Lista de Schindler (Schindler's List)
* 1993 - Jurassic Park (br: Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros, pt: Parque Jurássico)
* 1991 - Hook - A Volta do Capitão Gancho (Hook)
* 1989 - Além da Eternidade (Always)
* 1989 - Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade)
* 1987 - Império do Sol (Empire of the Sun)
* 1985 - A Cor Púrpura (The Color Purple)
* 1984 - Indiana Jones e o Templo da Perdição (br) ou Indiana Jones e o Templo Perdido (pt) (Indiana Jones and the Temple of Doom)
* 1983 - No Limite da Realidade (Twilight Zone: The Movie) - co-dirigido com Joe Dante, John Landis e George Miller.
* 1982 - E.T. - O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial)
* 1981 - Os Caçadores da Arca Perdida (br) ou Salteadores da Arca Perdida (pt) (Raiders of the Lost Ark)
* 1979 - 1941 - Uma Guerra Muito Louca (1941)
* 1977 - Contatos Imediatos de Terceiro Grau (br) ou Encontros Imediatos do Terceiro Grau (pt) (Close Encounters of the Third Kind)
* 1975 - Tubarão (Jaws)
* 1974 - Louca Escapada (The Sugarland Express)
* 1973 - Savage (TV)
* 1972 - Something Evil (TV)
* 1971 - Encurralado (Duel) (TV)
* 1969 - Amblin' (curta-metragem)

Filmografia como produtor

* 2009 - Transformers: A Vingança dos Derrotados (Transformers: Revenge of the Fallen)
* 2008 - Controle Absoluto (br) ou Olhos de Lince (pt) (Eagle Eye)
* 2007 - Transformers
* 2007 - Paranóia (Disturbia)
* 2006 - Cartas de Iwo Jima (Letters from Iwo Jima)
* 2006 - A Conquista da Honra (br) ou Flags of Our Fathers - As Bandeiras dos Nosso Pais (pt) (Flags of Our Fathers)
* 2006 - A Casa Monstro (br) ou A Casa Fantasma (pt) (Monster House)
* 2005 - Memórias de Uma Gueixa (Memoirs of a Geisha)
* 2005 - A Lenda do Zorro (The Legend of Zorro)
* 2002 - MIB - Homens de Preto II (br) ou MIB - Homens de Negro II (pt) (Men in Black II)
* 2001 - Shrek
* 2001 - Jurassic Park 3 (Jurassic Park III)
* 2001 - Evolution
* 1999 - The Haunting
* 1998 - O Príncipe do Egito (br) ou O Príncipe do Egipto (pt) (The Prince of Egypt)
* 1998 - The Last Days
* 1998 - A Máscara do Zorro (The Mask of Zorro)
* 1997 - MIB - Homens de Preto (br) ou MIB - Homens de Negro (pt) (Men in Black)
* 1996 - Twister
* 1995 - Balto
* 1995 - Casper
* 1994 - Os Flintstones - O Filme (The Flintstones)
* 1993 - We're Back! A Dinosaur's Story
* 1991 - Cabo do Medo (br) ou O Cabo do Medo (pt) (Cape Fear)
* 1991 - An American Tail: Fievel Goes West
* 1990 - Joe Versus the Volcano
* 1990 - Gremlins 2 - A Nova Geração (Gremlins 2: The New Beach)
* 1990 - De Volta para o Futuro Parte III (br) ou Regresso ao Futuro III (pt) (Back to the Future Part III)
* 1990 - Arachnophobia
* 1989 - Dad
* 1989 - De Volta para o Futuro Parte II (br) ou Regresso ao Futuro II (pt) (Back to the Future Part II)
* 1988 - Uma Cilada para Roger Rabbit (br) ou Quem Tramou Roger Rabbit? (pt) (Who Framed Roger Rabbit)
* 1988 - Em Busca do Vale Encantado (The Land Before Time)
* 1987 - Te Pego Lá Fora (Three O'Clock High)
* 1987 - Viagem Insólita (Innerspace)
* 1987 - Harry and the Hendersons
* 1987 - O Milagre Veio do Espaço (br) ou O Milagre da Rua 8 (pt) (*batteries not included)
* 1986 - Um Dia a Casa Cai (br) ou Um dia a casa veio abaixo (pt) (The Money Pit)
* 1986 - Um Conto Americano (br) ou Fievel, Um Conto Americano (pt) (An American Tail)
* 1985 - O Enigma da Piramide (Young Sherlock Holmes)
* 1985 - Os Goonies (The Goonies)
* 1985 - De Volta para o Futuro (br) ou Regresso ao Futuro (pt) (Back to the Future)
* 1984 - Gremlins (br) ou Gremlins - O Pequeno Montro (pt) (Gremlins)
* 1982 - Poltergeist - O Fenômeno (Poltergeist)
* 1981 - Continental Divide
* 1980 - Used Cars
* 1978 - I Wanna Hold Your Hand (Febre de Juventude)

Premiações
[editar] ' Oscar

* 1993 - Melhor Diretor e Melhor Filme - A Lista de Schindler
* 1998 - Melhor Diretor - O Resgate do Soldado Ryan

Indicações

* Melhor Diretor
o 1977 - Contatos Imediatos de Terceiro Grau (br) / Encontros Imediatos do Terceiro Grau (pt)
o 1981 - Os Caçadores da Arca Perdida (br) / Os Salteadores da Arca Perdida (pt)
o 1982 - E.T. - O Extraterrestre
o 2005 - Munique

* Melhor Filme
o 1982 - E.T. - O Extraterrestre
o 1985 - A Cor Púrpura
o 1998 - O Resgate do Soldado Ryan
o 2005 - Munique

[editar] Prêmio Irving G. Thalberg

* 1987 - concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

[editar] Golden Globe icon.svg ' Globo de Ouro

* Melhor Diretor
o 1994 - A Lista de Schindler
o 1999 - O Resgate do Soldado Ryan

* Prémio Cecil B. DeMille
o 2009 - Pelo conjunto da obra

Indicações

* 1976 - Tubarão
* 1978 - Contatos Imediatos de Terceiro Grau (também na categoria de Melhor Trilha Sonora)
* 1981 - Os Caçadores da Arca Perdida
* 1982 - E.T. - O Extraterrestre
* 1985 - A Cor Púrpura
* 1997 - Amistad
* 2001 - A.I. - Inteligência Artificial
* 2005 - Munique

[editar] Palma de Ouro

* Melhor Roteiro, no Festival de Cannes
o 1974 - Louca Escapada

[editar] Prêmio César

* 1995 - prêmio honorário por seus serviços prestados ao cinema.

Referências:

e.pipoca

Wikipédia

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Desenvolvimento da linguagem cinematográfica

Desenvolvimento da linguagem cinematográfica


Júlio Alessi - 2009




O cinema atual possui grande variedade de estilos e formas de contar histórias através da linguagem cinematográfica. Porem, seu desenvolvimento se deu graças aos pioneiros, que logo nas primeiras décadas, desenvolveram a narrativa clássica de forma criativa e experimental, não se prendendo aos limites tecnológicos do primeiro cinema. Através de câmeras rudimentares, equipamentos precários, ausência de profissionais qualificados e uma linguagem não desenvolvida, os primeiros cineastas tiveram grandes dificuldades para produzir seus filmes. Apesar disso, nos impressiona notar que até os anos vinte ocorreram várias produções que marcaram a história do cinema.


Em sua evolução, o cinema se transformou tecnologicamente para vencer a concorrência com outras mídias como o rádio e a televisão, isso para garantir sucesso comercial de suas produções. O problema é que muitas mudanças em padrões tecnológicos, custaram um retrocesso na linguagem, forçando seus produtores, em vários momentos, a repensar as técnicas e formas narrativas. A mudança do cinema mudo para o cinema sonoro gerou mudança tão radical, que “forçou” grandes mestres do cinema a abandonarem a sétima arte, por não se adaptarem ao novo padrão de produção. Um dos destaques de personalidade contra essa mudança foi Charles Chaplin, que acreditava que com o cinema falado, a linguagem cinematográfica perderia sua expressão universal, já que não se limitava a idiomas específicos, não necessitando traduções.


Atualmente grandes produções americanas são lançadas quase que diariamente nos cinemas, nos cinco continentes, atingindo altos índices de bilheteria, conseguindo alta rentabilidade, mantendo a indústria do cinema em funcionamento. Essas produções contam com um sistema organizado e profissionalizado de produção e principalmente de distribuição, com seus lançamentos previamente agendados, tomando grande parte dos cinemas nas principais cidades do mundo, praticamente não deixando espaço para pequenas produções e filmes independentes, que dependem de festivais ou de cinemas alternativos para serem exibidos.


As produções independentes, principalmente em países Europeus, Asiáticos e da América Latina, na maioria das vezes, tem como objetivo criar filmes sem apelo comercial, com maior liberdade criativa e com diferenciais em sua linguagem, finalizando produções que muitas vezes não são compreendidas pelo grande público, prejudicando ainda mais sua comercialização. Apesar disso, é importante destacar que as produções comerciais foram as responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico, formaram mão-de-obra especializada, possibilitando a consolidação do cinema no mundo, criando uma infra-estrutura de exibição, que possivelmente não se manteria sem contar com os recursos financeiros oriundos dessas produções.


O cinema, apesar do seu início na França no final do século XIX, logo nos primeiros dez anos de existência, se desenvolveu rapidamente nos Estados Unidos, conseguindo formar uma forte indústria cinematográfica, distribuindo seus filmes em várias partes do mundo. Com isso, os americanos descobriram o grande potencial do cinema comercialmente, conseguindo financiar um rápido desenvolvimento tecnológico, atraindo artistas de grande competência de vários países da Europa, consolidando desta forma, o cinema por lá.


Ao refletir sobre o cinema produzido hoje, é difícil imaginar como foi complicado para os pioneiros desenvolver uma nova linguagem intimamente ligada à tecnologia disponível, sendo que as técnicas criadas no início e até hoje, dependem das tecnologias disponíveis para executar suas produções. Quando se olha para o passado, é possível perceber que esses pioneiros, ao criar suas técnicas de filmar, rompiam os limites tecnológicos existentes de forma criativa, para conseguir os efeitos desejados. Em 1895 o cinema praticamente surgiu com som e com cores, como podemos observar na obra de Meliès, em que seus filmes eram colorizados à mão, e também nas produções de Thomas Edison, em suas primeiras produções para o cinetoscópio, onde se tinha um som sincronizado com a película.


Com a criação de uma câmera de cinema e de um projetor, foi possível captar imagens e movimentos, podendo-se depois, projetá-los em uma tela, através de um processo relativamente simples, possibilitando as primeiras produções cinematográficas. Com as obras realizadas pelos irmãos Lumiére, através de seus operadores, o público, marcando a história, deu início ao contato com os primeiros filmes produzidos no planeta. Em sua temática, esses filmes mostraram cenas do cotidiano do século XIX, exemplos que encontramos nas películas: Saída da fábrica, O café da manhã do bebê (Le Déjeuner de Bébé, 1895) e A chegada do trem da estação (L’Arrivèe d’un Train en Gare de la Ciotat ,1896). São registros documentais de cenas comuns, que a partir daquele momento eram projetados nos cafés, feiras, parques de diversão e Vaudevilles.


Os primeiros espectadores tinham contato com esses filmes por simples curiosidade, queriam ver a nova invenção com imagens em movimento, não se importando muito com o conteúdo. Cenas simples do cotidiano satisfaziam essa curiosidade. A próxima etapa dos operadores Lumière foi a de mostrar imagens de várias partes do mundo, contendo cenas exóticas como: cenas de elefantes, grandes corredeiras, África selvagem, metrópoles. Porem, em pouco tempo, o público começou a cansar dessas imagens quase repetitivas, surgindo à necessidade da criação de outras formas de produções.


Com isso, em 1896, George Meliès começa a contar histórias através do cinema, descobrindo assim uma nova forma de utilizar a recente invenção proposta pelos irmãos Lumière. Mas como não havia uma linguagem desenvolvida, a forma narrativa seguiu referências de artes já estabelecidas como o teatro e a ópera. A câmera era posicionada como se fosse um espectador de teatro da primeira fila, e a cena se desenvolvia em um palco, onde os elementos cênicos entravam e saiam do quadro. Nesse momento, Meliès e seus contemporâneos, começavam a experimentar várias formas narrativas e também temáticas, em uma época que a tecnologia era extremamente limitada.


Apesar dessas limitações, os primeiros filmes foram produzidos com efeitos especiais de ótima qualidade técnica, executados de forma criativa e inovadora, sendo desenvolvidos principalmente por Meliès e Segundo de Chomón. Os efeitos produzidos eram muito refinados, com desaparecimentos, múltiplas imagens, metamorfoses, explosões, fusões, entre outras técnicas que encantavam o público. As histórias de fantasia e mundos desconhecidos eram as principais temáticas. Além das trucagens, algumas produções recebiam a colorização, feita de forma manual, frame a frame, melhorando ainda mais a qualidade das produções.


Meliès produziu mais de quinhentos filmes, em sua maioria, de histórias fabulares, com muitos efeitos especiais, levando os primeiros espectadores a se interessar pelo cinema. Com isso, várias produtoras foram criadas na Europa e em várias partes do mundo, como Gaumont e Pathé, ambas na França. A nova invenção possibilitava uma experiência diferenciada de outras artes, por conseguir recriar mundos da fantasia, que não eram possíveis de serem representados pelo teatro, pela literatura ou até mesmo pela ópera.


Os filmes, em suas projeções, eram acompanhados por músicos, ou até mesmo, em grandes produções, por uma orquestra. Contavam ainda com a ajuda de um narrador, que ajudava o público a entender as histórias. Os novos espectadores não estavam acostumados com esse tipo de narrativa, tinham muita dificuldade em entendê-la, demonstrando a necessidade da evolução da linguagem fílmica.


No início do século XX vários países começaram a produzir filmes, possibilitando um rápido desenvolvimento da linguagem cinematográfica, sendo as produções antecessoras, influência para os novos produtores, contribuindo para o crescimento rápido do cinema. Os principais destaques que contribuíram para o desenvolvimento da narrativa fílmica foram os ingleses George Smith, James Bamforth, James Williamson e R.W. Paul, que conseguiram dar um passo além, em busca da criação de uma escrita cinematográfica com movimentos de câmera diferenciados, acompanhando melhor a ação, a criação de novo processo de montagem, decupando a ação em planos separados. Dessa forma, criaram técnicas narrativas particulares do cinema.


Nos EUA, um pioneiro que também conseguiu dar um passo importante ao desenvolvimento da linguagem foi Edwin Porter, com o filme O grande roubo do trem (The great train robbery, 1903), demonstrando o grande potencial dessa nova linguagem que estava em formação, criando narrativas paralelas, utilizando técnicas de montagens inovadoras, criando suspense nos atos dramáticos, levando dessa forma, o público a se envolver melhor com a história. Naquele momento, as produções estavam aumentando a duração dos filmes e chamando assim a atenção de novos públicos para o cinema.


No início do século XX surge no cenário cinematográfico um personagem que, baseado nos conhecimentos adquiridos pelos pioneiros na Europa e nos EUA, elevou o cinema a um novo patamar: David Wark Griffith, que iniciou sua carreira como ator e logo começou a dirigir filmes. Seu nome e suas contribuições são a base para o cinema que conhecemos hoje. Logo em seus curtas Griffith desenvolveu montagens paralelas, criando um suspense nas cenas de ação, close-ups que aproximaram o público da ação, verdadeiros travellins realizados em automóveis. A câmera ganhara vida, se transformando no olhar do espectador, de forma não vista até aquele momento, desprendendo-se das outras formas de narrativas artísticas como o teatro. Por essas inovações Griffith é considerado por alguns autores como o pai da linguagem cinematográfica.


Griffith, no ano de 1915, lançou seu primeiro longa metragem: Nascimento de uma nação, considerado, até hoje, um marco na história do cinema. Esse filme levou multidões às salas de projeção, despertando na burguesia, o interesse por essa nova arte que estava se formando. O filme trouxe várias inovações, com vários planos ousados de câmera, com destaque para as cenas de batalha, que aumentavam a emoção do público, que quase “entrava” no campo de guerra.


Devido à grande polêmica gerada por “Nascimento de uma nação”, devido ao seu conteúdo racista, mostrando os membros da Klu klux klan como heróis e os negros como os inimigos da América, o movimento racista ganhou nova vida. Com isso, Griffith resolveu produzir um dos maiores épicos do cinema, ainda maior que o Cabíria rodado na Itália: Intolerância (1916). Esse filme era tão grandioso, que precisou de várias equipes, coordenadas por outros diretores, que se transformaram em grandes diretores de Hollywood. Mesmo com tanta grandiosidade, Griffith orientava todo o processo, com milhares de figurantes. Sua técnica chegou ao seu apogeu, com planos complexos em gruas, em travellins e em trucagens de câmera, desenvolvidos para esse filme. É impressionante pensar em um cinema tão aprimorado, em apenas poucos anos de existência.


Em sua linguagem, como nos outros movimentos artísticos, o cinema teve um desenvolvimento gradual e contínuo, dificultado pelas limitações técnicas e imposições do mercado, que muitas vezes ditaram o estilo e a temática de suas produções. Seus pioneiros, apesar de todas as dificuldades impostas, conseguiram aliar técnica e criatividade para melhorar a narrativa, deixando grandes produções para contemplarmos mais de cem anos depois.


Os cineastas da atualidade devem refletir sobre o trabalho desses artistas para não se limitarem a tecnologia disponível, que em muitos casos, é o grande objetivo da produção, deixando a história e a narrativa para segundo plano. Será que ainda hoje podemos citar algum cineasta que consegue ir além da tecnologia disponível, com grande contribuição para a linguagem? É difícil definir. É claro que temos inúmeros exemplos de grandes mestres: Eisenstein, Hitchcock, Chaplin, Rossellini, Fellini, Glauber, Godard, Truffaut, Resnain, Bergman, Scorsese, entre muitos outros. Conhecer os trabalhos destes ícones é beber na fonte de inspiração, em busca da continuidade da evolução cinematográfica proposta pelos primeiros homens e mulheres que ajudaram a criar a sétima arte.


Bibliografia.


SABATIN, Celso – Vocês não ouviram nada: a barulhenta história do cinema mudo. São Paulo: Lemos Editorial, 2000.


MACHADO, Arlindo – Pré-cinemas e pós-cinemas. Campinas: Papirus, 1997.